1º DE MAIO: DIA DA LUTA PELA AMPLIAÇÃO DOS DIREITOS

O 1º de Maio da Força Sindical foi marcado pela luta pela ampliação dos direitos dos trabalhadores. A Central realizou atos em 18 Estados, reunindo cerca de 8 milhões de pessoas. Durante os eventos, os sindicalistas apresentaram as bandeiras de luta da classe trabalhadora, entre elas, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, queda nas taxas de juros, aumento digno para os aposentados e a luta pelo Trabalho Decente.

Nos atos da Força Sindical compareceram políticos de diversos partidos. Em São Paulo, no ato foi feito junto com a CGTB e que reuniu um público de 1,3 milhão de pessoas, o presidente Lula elogiou a atuação da Força Sindical na luta pela defesa dos direitos dos trabalhadores e lembrou os tempos de sindicalista e se emocionou ao afirmar que sua participação era uma prestação de contas do seu governo. “Poucos governantes teriam a coragem de fazer isto no final do mandato”, ressaltou Lula.

Ao lado da ex-ministra Dilma Rousseff e do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, Lula recordou das lutas dos sindicatos e de suas conquistas. “Eu lembro - eu era dirigente sindical, Paulinho - quando eu vivia nas ruas gritando: Queremos um salário mínimo de US$ 100, queremos um salário mínimo de US$ 100. Hoje o salário mínimo é de US$ 300 e nós vamos continuar a política de aumentar o salário mínimo para que a gente possa fazer as mulheres e os homens deste país, que ainda não têm uma profissão e que ganham salário mínimo, poderem viver com dignidade neste país. Já aumentamos 74% e, certamente, os aumentos vão continuar porque o povo brasileiro quer que continue”, destacou o presidente Lula.

Dirigindo-se ao presidente da Força Sindical, o presidente Lula afirmou: “Paulinho, quando vocês, do movimento sindical, me apresentaram a proposta do crédito consignado, muita gente dizia: ‘Não vamos emprestar dinheiro para o trabalhador quando o trabalhador ganha pouco e não vai pagar’. Criamos o crédito consignado. Hoje a carteira do crédito consignado representa R$ 115 bilhões e a inadimplência é a menor possível porque o trabalhador e a trabalhadora não dão calote, porque o único patrimônio deles é o próprio nome deles e eles pagam porque têm vergonha na cara, que muita gente grande neste país não tem”.

O presidente da República também afirmou que irá mandar registrar em cartório tudo o que fez durante seu mandato. “Registrar em cartório para entregar para a imprensa, para entregar para os deputados, senadores, para entregar para universidades, para entregar para cada sindicato, porque eu quero que quem vier depois de mim - e vocês sabem quem eu quero - saiba que tem que fazer mais e fazer melhor, e fazer muito mais, porque nós aprendemos, nós preparamos e nós estamos convencidos.”, disse Lula.

Durante seu discurso, Paulinho ressaltou as lutas da classe trabalhadora e importância de ampliar os direitos. “Estamos travando uma intensa luta no Congresso para aprovar a redução da jornada de trabalho, que irá gerar empregos”. Paulinho também detalhou as conquistas que os trabalhadores tiveram nos últimos anos, entre as quais, a negociação feita com o governo Lula, que resultou na política de valorização do salário mínimo e a decisão de manter os direitos dos trabalhadores, como foi o caso da emenda 3, - que permitia os trabalhadores serem contratados como pessoa jurídica - que o Congresso Nacional aprovou, mas o presidente Lula vetou.

A ex-ministra da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff iniciou o seu discurso lembrando que a data é marcada por conquistas e lutas. "Eu queria cumprimentar cada uma aqui e também os trabalhadores. Hoje é um dia que os trabalhadores do mundo comemoram as suas conquistas e definem suas lutas. Em vários países do mundo, hoje é um dia de luta contra o desemprego. O desemprego se espalhou pelo mundo depois dessa crise. Aqui é um dos poucos países do mundo em que comemoramos recordes e mais recordes de empregos. Para nós é um dia de festa".

Dilma destacou o aumento de renda do trabalhador em seu discurso. “Nós provamos que era possível aumentar o salário mínimo, que era possível controlar a inflação para não corroer o bolso do trabalhador. Nós criamos 12,4 milhões de empregos e até o final deste ano criaremos no mínimo mais 2 milhões. "O Brasil cresceu para todos os lados. O que vem por aí é um futuro ainda melhor. Vamos erradicar a pobreza na próxima década”, disse.

Ela também destacou conquistas obtidas no campo econômico e disse que 24 milhões de pessoas saíram da pobreza, e 31 milhões passaram para a classe média. “Passamos a ser um povo orgulhoso do nosso País e o Brasil será a quinta economia do mundo. Isso é possível. O Brasil pode crescer e distribuir a riqueza entre a população. Nós provamos isso”, ressaltou.

Também estiveram presente o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, o senador Aloisio Mercadante, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, o senador, Romeu Tuma, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o deputado, José Anibal. Lupi foi enfático no seu discurso: estamos no caminho certo e vamos tivemos recorde na criação de empregos”. Vários sindicalistas discursaram sobre as vitoriosas campanhas salariais dos últimos anos, ressaltaram a luta pela redução da jornada de trabalho e a importância do movimento sindical durante o período de incertezas econômicas em 2009.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, Juruna, disse: “viemos para nos divertir, mas quero lembrar que sem luta e unidade não conquistamos nada. Precisamos ter partidos fortes para mudar as leis e conquistar benefícios para os trabalhadores”.

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