PORTAL
MAIS EMPREGO É IMPLANTADO EM TODO O BRASIL
Ao
dar entrada no seguro-desemprego, trabalhador estará automaticamente
inscrito no processo de intermediação de emprego,
podendo ser convocado a participar de processos de seleção
e encaminhamento de vagas
Brasilia, 29/09/2011 - O Portal Mais Emprego já está em
funcionamento em todo o país. Nesta semana, foi finalizada
a implantação do sistema no estado de São
Paulo. Desenvolvido pelo Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE), o Portal Mais Emprego integra, num único
banco de dados, informações do Sistema Nacional
de Emprego (Sine), das Superintendências Regionais
do Trabalho e Emprego (SRTEs), Caixa Econômica Federal
(CEF) e entidades de qualificação profissional.
Além de poder se inscrever, por exemplo, para uma vaga
de emprego disponível nos postos do Sine, o trabalhador
poderá, por meio do Portal, fazer consultas, obter informações
sobre seu benefício, elaborar e imprimir o currículo,
obter informações sobre abono salarial e acompanhar
seu processo de intermediação de mão de
obra. Já o empregador poderá enviar requerimento
de seguro-desemprego, disponibilizar vagas, consultar currículos
e acompanhar os processos de seleção das vagas
disponibilizadas.
Por meio do Mais Emprego, o trabalhador, ao dar entrada no
requerimento do seguro-desemprego nas agências do MTE,
na CEF ou nas agências do Sine, estará automaticamente
inscrito no processo de intermediação de emprego.
Desde que foi implantado, em setembro do ano passado, o Portal
atendeu aproximadamente 1,164 milhão de beneficiários.
Já ocorreu o encaminhamento de 17.781 habilitados do
seguro-desemprego e a colocação de 1.395 trabalhadores.
“
O trabalhador poderá ser convocado a participar de processos
de seleção e ser encaminhado às vagas
que foram ofertadas pelos empregadores ao Sine. Com a implantação
do Portal, o trabalhador estará automaticamente inscrito
na intermediação de emprego, independente de
onde der entrada”, explica Rodolfo Torelly, diretor do
Departamento de Emprego e Salário do MTE.
Torelly esclarece que ao requerer seu seguro-desemprego e
caso exista vaga compatível com o perfil profissional, o
mesmo será convidado a comparecer no Sine para participar
de entrevista e possível encaminhamento a processo de
seleção. “O que não pode é recusar
uma oportunidade condizente com o último emprego e salário.
Por exemplo, se ao requerer o seguro-desemprego, o trabalhador
se recusar, por três vezes, a comparecer a uma vaga condizente
com seu perfil, o beneficio será cancelado. A lei do
seguro-desemprego é clara: sua finalidade é para
assistência e colocação no mercado de trabalho”.
A
lei do seguro desemprego não é nova (Lei nº.
7.998/90). Ela determina a suspensão do pagamento do
benefício do seguro-desemprego caso o trabalhador obtenha
novo emprego, esteja recebendo benefício de prestação
continuada da Previdência Social (exceto auxílio-acidente
e pensão por morte) ou possua outra renda. A legislação
também estabelece o cancelamento do benefício
caso o trabalhador recuse outro emprego condizente com seu
perfil profissional, pela comprovação de falsidade
na prestação das informações necessárias à habilitação,
ou comprovação de fraude visando à percepção
indevida do benefício do seguro-desemprego ou, ainda,
por morte do segurado.
O trabalhador que não comparecer a três convocações
consecutivas terá o benefício suspenso e deverá se
apresentar ao Sine mais próximo de sua residência,
a fim de atualizar o seu cadastro e justificar o não
comparecimento. Se a recusa for “Sem Justificativa” o
benefício será suspenso. O trabalhador poderá justificar
o motivo pelo qual está recusando a vaga, por meio de
Recurso administrativo, e dependendo da justificativa o benefício
poderá ser liberado ou cancelado.
“É
muito melhor voltar ao trabalho do que ficar no seguro-desemprego.
Quem troca o trabalho formal para receber o beneficio é o
maior prejudicado. O programa do seguro-desemprego faz parte
das políticas ativas, pois visa o retorno do trabalhador
no mercado de trabalho via Sine e qualificação
profissional. Queremos fortalecer as políticas ativas.
Nunca geramos tanto emprego no país”, enfatiza
Torelly.